Estima-se que de 10% a 20% da população brasileira sofra com cálculos (ou pedras, como são popularmente conhecidos) na vesícula.
A incidência do problema é bem maior entre o sexo feminino.
Mulheres obesas, férteis e com idade em torno dos 40 anos têm predisposição a desenvolver os cálculos na vesícula.
Veja, a seguir, como a doença aparece e as formas de tratamento
A função da vesícula é armazenar a bile, um líquido secretado pelo fígado. Ela é estimulada a se contrair quando os alimentos que ingeridos chegam à primeira porção do intestino. Com a contração, ela libera a bile que funciona como um detergente que auxilia na absorção das substâncias gordurosas.
As pedras surgem quando ocorre um desequilíbrio entre a quantidade de água e das substâncias presentes na bile, favorecendo a solidificação da mesma. Podem ocorrer por falta de água ou excesso de alguns dos componentes, particularmente colesterol e pigmentos.
Idade: Incomum em pessoas jovens, o risco de se desenvolver a pedra na vesícula é 4x maior a partir dos 40 anos de idade.
Sexo: A pedra na vesícula é 3x mais comuns em mulheres do que em homens. A partir dos 60 anos essa diferença cai bastante, pela também queda dos níveis de estrogênio.
Gravidez: Pelo excesso de estrogênio durante a gestação.
Reposição hormonal: Também pelo estrogênio.
Obesidade: É o principal fator em jovens, principalmente do sexo feminino.
História familiar positiva: Parentes de 1º grau com história de pedras na vesícula aumenta em 2x o risco.
Rápida perda de peso: Grandes perdas de peso em pouco tempo ou dietas com muito baixa caloria também são fatores de risco
Jejum prolongado: Quanto maior o tempo da bile na vesícula, mais desidratada ela fica e maior o risco de formação de pedras.
1. Dores fortíssimas do lado direito do abdômen (são manifestações da vesícula tentando eliminar a pedra);
2. Intolerância a alimentos gordurosos;
3. Náuseas e dores de cabeça;
O diagnóstico de pedra na vesícula é feito por exame clínico e por ultra-som do abdômen. Quando detectadas as pedras, o médico recomenda a retirada integral da vesícula cuja função passa, então, a ser realizada pelo colédoco (junção dos canais da vesícula e do fígado). A cirurgia da retirada só é feita se os riscos não forem elevados.
O procedimento é feito por laparoscopia, no entanto, se o paciente se recusar a submeter à cirurgia ou apresentar riscos, o problema só é acompanhado, sem intervenções. Nesse caso é aconselhável que o paciente evite o consumo de alimentos gordurosos e há o risco de ele desenvolver um quadro agudo.
Nos quadros extremos, pode-se usar antibióticos ou, ainda, retirar, por endoscopia, a pedra que, eventualmente, tenha migrado da vesícula.
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